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sábado, 30 de outubro de 2010

Curiosidades - Vida alternativa / Fitoterapia médica / Medicina das Plantas

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Especialistas lançam curso de pós-graduação que aborda a importância das plantas medicinais na cura de diversas doenças

Difundida há milênios em todo o mundo e reconhecida como prática terapêutica oficial desde que a Portaria 971 do Ministério da Saúde foi publicada em 2006 , aprovando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, a fitoterapia começa a integrar a lista de opções de estudos de pós-graduação para médicos.

Embora a aplicação fitoterápica no tratamento de doenças não seja reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a implantação do curso, com reconhecimento do Ministério da Educação (MEC), representa um passo importante para garantir credibilidade e segurança à prescrição do uso medicinal das plantas.

A fitoterapia médica, que agora pleiteia o reconhecimento oficial no Brasil e no exterior, consiste na aplicação de “plantas medicinais a partir de diferentes formas farmacêuticas, com enfoque tradicional e científico”, como explica o presidente do Instituto Mineiro de Medicina Integral (Immi), Carlos Guimarães, um dos coordenadores do curso.

“A fitoterapia médica está inserida entre as práticas integrativas e complementares, que compreendem o universo de abordagens denominado medicina tradicional e complementar/alternativa (MT/MCA), pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, a aplicação terapêutica das plantas não dispensa as evidências científicas, os requisitos de segurança, eficácia, qualidade e uso racional e sustentável”, ressalta o médico.

A especialização em nível de pós-graduação lato sensu pretende qualificar os médicos para o atendimento clínico fitoterápico, assegurando aos pacientes a prescrição adequada dos medicamentos.

“A formação profissional de médicos fitoterapeutas visa garantir a ocupação de um espaço político-profissional de extrema importância para a medicina que, se não for preenchido por especialistas, tende a ser explorado por leigos”, observa.

As aulas teóricas serão ministradas na sede da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) e o módulo prático, no Hospital das Clínicas da UFMG.

“Agora temos um curso específico, reunindo profissionais da área de saúde para oferecer um currículo abrangente, fornecendo ferramentas aos médicos para que os profissionais possam receitar com segurança e respeito a fitoterapia ao paciente.”

Carlos ressalta que os médicos vão conhecer o valor terapêutico das plantas medicinais a partir de resultados laboratoriais, que comprovam que a fitoterapia pode oferecer soluções eficazes e mais baratas para diversas doenças.

Há pouco mais de um ano, o estudante Tiago do Bonsucesso Lopes Camargos, de 22 anos, começou a tratar as crises de bronquite asmática com produtos fitoterápicos. Satisfeito com os resultados, ele garante que o tratamento implicou mudança de hábitos.”Criei uma rotina de horários para tomar os chás, o que exige disciplina e uma mudança saudável.” De acordo com Tiago, os remédios alopáticos surtiam efeitos incompletos e as crises voltavam com freqüência. “A tosse melhorava com os remédios, mas ainda sentia cansaço e congestão nasal, por exemplo. Depois da fitoterapia, passei a me sentir bem melhor e as crises ficaram menos freqüentes.”

A riqueza natural do Brasil comporta quase todas as espécies de plantas de uso medicinal aprovadas pela OMS, segundo Carlos.

“O país concentra a mais rica flora medicinal do mundo. A OMS lista mais de 280 plantas medicinais, sendo que a maioria é encontrada no país, assim como cerca de 300 outras espécies das mesmas famílias.” O desafio, de acordo com o médico, é permitir que a privilegiada condição brasileira seja efetivamente explorada pela comunidade médica. “Nosso objetivo é ampliar a possibilidade de introduzir as plantas no arsenal terapêutico, em busca de soluções para boa parte dos problemas de saúde que afetam a população.”

À risca

Para combater um tumor glandular, o empresário Ivan César Pereira recorreu às orientações de um médico fitoterapeuta. O tratamento foi simultâneo às oito sessões de quimioterapia a que ele se submeteu a cada 21 dias. “Fui tratado com tudo à base de abelha – própolis, pólen, mel e ferroadas. Eram 136 a cada sessão semanal.” Ivan afirma que para obter bons resultados é preciso seguir as orientações à risca. “ O problema é que muita gente desacredita do potencial das plantas e toma um chazinho aqui, outro ali, sem compromisso com a fórmula ou horários, o que não é comum com o uso de alopáticos.”

Curado, ele faz controle médico trimestral e não dispensa as gotas de própolis. Quanto às dores das ferroadas de abelha nas laterais das unhas, ele garante que são ínfimas. “Tomar 10 ferroadas é melhor que tomar uma injeção de bezetacil”, compara.

Pesquisar e aplicar a fitoterapia também é produtivo no sentido de propiciar a descoberta de drogas eficazes para combater vários males.

“Apenas 40% das plantas com alcalóides foram estudadas até o momento. As espécies são duas vezes mais prevalentes nos trópicos do que em regiões temperadas”, comenta Carlos.

Ele alerta que a preservação da flora é fundamental para evitar que as gerações futuras sejam privadas dos benefícios dos recursos naturais.

“O grande problema quanto à cura que nasce no nosso quintal é a devastação, que destrói várias plantas medicinais e seus princípios ativos, bem como prejudica a fauna também aplicada na medicina, como a abelha e seus produtos”, aponta. “É bom ressaltar que não há doença incurável. A questão é que os remédios ainda não foram descobertos e há uma gama de agentes de cura presentes nas plantas medicinais.”

Serviço

Pós-graduação lato sensu em fitoterapia médica
Informações: (31) 3275-1734

 

Fonte/Créditos: http://blogvisao.wordpress.com

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